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Foto: Mario Cravo Neto |
A ira me fez companhia
Diante da nostalgia,
Que é a surdez por tua voz,
Se não existe o nós,
Não seja algoz.
O que de fato
Deveras ter sentido,
Não fiz de abrigo,
Nem tenho comigo.
Do que é paz
Ergui meu berço.
Mas o teu beijo,
Não é seguro
Manter-me-ei mudo,
Isentar-me-ei do medo.
Mas ao que concerne o meu segredo
Revelarei no pranto.
No entanto, sem mais um momento,
Esquecerei quem fui,
Deixarei cair no tempo.