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Foto: Sebastião Salgado |
Não vaguei nos teus pensamentos,
Mas já fiz morada no teu sorriso.
Não brilhastes a luz dos teus encantos,
Mas já projetei o estreitamento.
Não penetrei em teu olhar,
Mas dos olhos teus já fiz deleite.
Não reverenciei o toque da tua pele,
Mas o meu rosto repousará ao que for de ser.
Não revelastes o segredo da tua inocência,
Mas dilatou a paciência do meu desejo.
Não me informaste sobre o tempo,
Mas dentro das horas já faço abrigo.
Inaudita certeza, alicerce da beleza do convívio,
Da descoberta, do alívio.
Não saberás o que será de mim,
Mas em mim terá de viver, e de morrer ao que for cotrário.
"[...] quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao imprevisível [...]"
Nídia Virgínia